HISTÓRIA DA CIDADE


A história de Socorro começa no século XVI. Os índios que habitavam as bacias do Rio do Peixe e Camanducaia foram expulsos pelos bandeirantes. Nesse momento, Simão Toledo Pizza recebe a região como Sesmaria (doada pela Coroa Portuguesa), dando origem à Campanha de Toledo, por volta de 1738. No período que segue até 1797, Socorro era chamado de Bairro do Rio do Peixe, pertencente à Vila de Atibaia e, posteriormente, ao sertão de Bragança. No início do século XVIII o bairro contava com 922 habitantes.

Por ser distante da Comarca, os fiéis do Bairro do Rio do Peixe ergueram a primeira capela, que foi colocada sob a proteção de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em terras doadas pelo lavrador Pedro da Silva. Começaram então, as construções das primeiras casas em torno da Capela.

Nesse momento, uma das figuras mais emblemáticas da história do município, Capitão Roque de Oliveira Dorta, escreveu, juntamente com outros moradores influentes, para o Bispo Imperial da Cidade de São Paulo, solicitando que a Capela fosse elevada à condição de Capela Curada, com a nomeação de um sacerdote. Em sua justificativa, o Capitão mostrou as dificuldades nas realizações de batizados, casamentos e sepultamos pela distância do Bairro em relação à Paróquia. Capitão Roque de Oliveira Dorta também foi responsável pela doação da imagem da Padroeira. O Bispo de São Paulo, Dom Manoel Gonçalves de Mello foi favorável à solicitação e instalou a Capela Curada de Nossa Senhora do Socorro do Rio do Peixe, da Vila Nova de Bragança.

Em 22 de julho de 1829 o Bairro foi elevado à categoria de Curato e, em 09 de agosto foram celebrados os ofícios divinos pelo padre José Jacinto Pereira, quando se ergueu também a Pita Batismal. Na ocasião, nove batismos foram celebrados. Entre as primeiras pessoas que edificaram o patrimônio da Capela estão os homens que figuram o início da história de Socorro, sendo também responsáveis pelo início da vida política do município. São eles: Capitão Roque de Oliveira Dorta, Pedro da Silva, Francisco de Oliveira Preto, Floriano Gomes de Azevedo, Alferes José Pires de Oliveira, Francisco Vaz de Lima, Antonio José do Espírito Santo e João Xavier Ferreira.

Até maio de 1835, o povoado esteve sob a direção de Capitão Roque de Oliveira Dorta, porém, com seu falecimento em 21 de maio daquele ano, a direção do local passou a ser feita pelo cidadão Floriano Gomes de Azevedo, que lutou pelo progresso do povoado. Foi o primeiro comerciante, abrindo uma loja de fazendas e armarinho.

Sempre em contato com pessoas influentes na Vila de Bragança, seus esforços foram recompensados quando a promulgação da Lei nº 17, de 28 de fevereiro de 1838 elevou o Bairro à categoria de Freguesia, sendo Floriano Gomes de Azevedo nomeado para o cargo de subdelegado de polícia.

Em 24 de fevereiro de 1843 a Lei Provincial nº 2 permitiu a instalação de uma escola para meninos, regida por Rufino Gonçalves de Andrade. A Freguesia, nessa época, já contava com mais casas próximas à igreja, novos comércios e já começava a receber os primeiros imigrantes, como o italiano José Giudice,onde se estabeleceu como funileiro.

A busca pelo progresso continuou e, em março de 1871, a Lei Provincial nº 29, tornou a Freguesia, Vila do Socorro, sendo instalada oficialmente em 14 de janeiro de 1873, quando também tomaram posse os primeiros vereadores eleitos. Começa assim, as atividades legislativas em Socorro.

Os primeiros vereadores foram Tenente Floriano Barbosa de Azevedo, João Baptista de Oliveira Cintra, Antonio Manuel de Araújo, Basílio Pares de Oliveira, Francisco Gomes de Azevedo, Antonio Luis de Souza Pinto e Manuel Justino de Souza. Um dos maiores feitos do grupo foi a construção do Palácio das Águias, onde funcionava a Câmara Municipal no pavimento superior e a cadeia pública no pavimento inferior.

Também foi construída uma nova capela para substituir a anterior e se tornar a Igreja Matriz provisória, batizada de Capela do Senhor Bom Jesus. Por força da Lei Provincial nº 78, em 1873, a Vila de Socorro foi desligada da Comarca de Bragança e passou a pertencer à comarca da cidade de Amparo. A situação desagradou os bragantinos, que ficaram se um importante território em desenvolvimento e em 1880, Socorro voltou para os domínios de Bragança, através da Lei nº 159, de 30 de abril. A briga pela posse da Vila de Socorro continuou e Amparo novamente se tornou a mandatária da Vila, em 1882.

Apenas em 17 de março de 1883, Socorro pode se tornar independente, quando a Lei Provincial nº 20 elevou a Vila à categoria de Cidade. No mesmo ano foram concluídas as obras da paróquia e o então vigário Padre Savério Marcicano iniciou os atos religiosos em setembro, na nova Igreja.

Em 1884 foi criado o lugar de Juiz Municipal, sendo nomeado como ocupante do cargo o Juiz Bartolomeu Antunes de Oliveira Nery. Em 1889 é criada a comarca em Socorro, elevada a primeira entrância no primeiro ano. De 1839 a 1930 Socorro teve oito Câmaras administrativas, a primeira escolhida por nomeação e as demais por eleição.

Em 1930, o Movimento Revolucionário dissolveu a Câmara. Quando estourou a Revolução de 1932, muitos socorrenses participaram do levante, no batalhão “32 de Maio”, ao lado de voluntários das cidades de Amparo e Americana. Já em 1945, Socorro passa a ser considerada Prefeitura Sanitária e em 1946, recebe o título de Estância Sanitária. Nesse período, a econômica essencialmente agrícola, girava em torno das plantações de café e fumo, além da agropecuária.

O título de Estância Turística veio em 1978 e, com ele, o direito de novamente poder escolher seus governantes de forma direita. No mesmo período, a ascensão das malharias ganha força e redesenham a estrutura econômica do município.

A partir de 1997 a cidade ganha novos rumos e os empreendimentos turísticos passam a ter mais força na cidade. Com a chegada das atividades de aventura, atualmente Socorro se destaca em atividades como rafting, acqua ride, rapel, mountain bike, tirolesa, vôos de asa delta e paraglider, entre outras.